quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dois anos de mandato e seguimos na mesma. Parados!

          Em 1º de janeiro de 2011 tomava posse no Brasil Dilma Roussef, era a primeira vez que uma mulher era eleita presidente do Brasil. Na posse o discurso foi de manter o trabalho de seu antecessor, Lula (PT), continuar a luta para erradicar a pobreza no Brasil, aumentar a oferta de empregos, melhorar a qualidade da educação e saúde e fazer o Brasil crescer mais economicamente. Pois bem, nenhuma das promessas foram cumpridas, algumas sequer iniciadas, e mesmo assim ela chega na metade de seu governo com incríveis 62% (Datafolha) de aprovação.

Pobreza e miséria

          Desde o início de seu mandato Dilma sempre disse que sua prioridade seria extinguir a pobreza e a miséria do país, ela só não está fracassando nesta empreitada como está seguindo de forma brilhante o legado de seu antecessor, o número de pessoas dependentes do governo em programas como o Bolsa Família e o Brasil Carinhoso só aumentam, fazendo com que haja cidades onde a maior parte da renda advém destes programas, chegando a ser um pesadelo aterrorizante para estas pessoas terem estes programas cortados em um futuro governo. Diante das desigualdades do Brasil e de áreas em situação precária, pode parecer pessimismo uma avaliação destas, mas não, o Bolsa Família por exemplo seria para ser um programa para auxiliar as famílias a se estruturarem e que depois de certo tempo deixassem de depender do programa, diminuindo o número de dependentes do governo e movimentando o mercado de trabalho, mas infelizmente não é isso que acontece. Não só aumenta o número de inscritos no Bolsa Família como aumenta também o número de programas com este.

Estrutura e energia

          O desenvolvimento da estrutura no Brasil caminha a passos de uma tartaruga manca com dor na lombar. O Brasil continua dependendo principalmente da frota terreste para escoar a produção, os aeroportos estão saturados e os portos existentes não são suficientes para a demanda. O Brasil necessita de transporte terrestre de alta velocidade tanto para passageiros quanto para carga, descongestionar os aeroportos e diversificar as opções portuárias pelo litoral, mas por enquanto os planos é somente um trem bala entre Rio-São Paulo para a Copa 2014 que sairá mais caro que a ponte-aérea. No setor de energia a situação é caótica, pelos poucos e maus investimentos feitos no setor o Brasil depende da chuva para não entrar em apagão, quase faltou ao ministro Lobão o disparate de colocar a culpa da eminência de um colapso energético em São Pedro.

Economia 

          Este é até o momento o pior setor da administração Dilma até o momento, com o dolar e a inflação em alta e o PIB praticamente estagnado desde sua posse, fazendo com que ela ganhe o apelido na mídia de presidenta do pibinho, a economia vem tirando o sono de Dilma. Muito criticado, o ministro Guido Mantega se segura com manobras muito criticadas pelos economistas e empresários, o que vem fazendo com que o Brasil venha perdendo um suposto prestígio internacional. Em nenhum dos seus 2 anos de mandato conseguiu chegar perto da meta do PIB estipulado pelo BC (Banco Central), o número de brasileiros inadimplentes só aumenta, o comércio reclama e isso em um cenário em que o cidadão tem tido seu poder de compra aumentado ano após ano. Este com certeza é o maior desafio de Dilma no momento.

Saúde e educação

          Estes dois principais itens de um governo sempre foi um problema crônico no Brasil, portanto seria injustiça culpar o governo Dilma pelos pífios resultados destes últimos dois anos. Porém há de se mostrar que também não foram feitos muitas mudanças, a não ser pioras. Curiosamente os maiores escandalos do ENEM ocorreram no mandato dela quando o então recém empossado prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, era ministro da educação. O Brasil amargurou uma das maiores greves de professores federais e a perda de prestígio internacional para com as nossas universidades. Na saúde, pipocam a cada momento um escândalo no país a respeito de corrupção, desvio de verba, sucateamento, maus profissionais, descaso e pessoas sofrendo quando não falecendo em portas de hospitais aguardando atendimento.

Por fim

          Não dá para entender de onde vêm tanta aprovação e otimismo dos brasileiros. O Brasil corre sérios riscos de enfrentar uma recessão economica e uma crise energética ás vésperas dos maiores eventos esportivos do mundo, que aliás são polêmicas a parte. É lamentável ver o Brasil nesta situação e fica a curiosidade de como será resolvida estas questões, se é que serão.

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