terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Igreja organiza passeata em Paris contra casamento gay e desafia Hollande

        
          A França protagozinou neste domingo (13/01/2013) um ato pró-família que chamou a atenção do mundo para mais uma batalha entre um governo e a Igreja Católica, cerca de 340 mil a 800 mil franceses foram as ruas de paris protestar contra o casamento gay. O socialista e Presidente da França François Hollande prometeu em sua campanha aprovar o casamento gay na França e agora promete concluir sua promessa até junho, mas se depender da Igreja Católica isso não será tão simples assim. François tem irritado os franceses por não ter alcançado algumas metas prometidas assim que assumiu e este protesto explodiu em um péssimo momento para o socialista. No país que criou o modelo de democracia moderna o Socialista prometeu autorizar o casamento gay sem um debate público amplo que é a base da democracia. Com isso os Católicos se enfureceram com a decisão de François Hollande e se puseram a marchar pelas ruas de Paris, vindos de todos os cantos da França protestaram vigorosamente contra a decisão autoritária e anti-democrática do presidente.
         

          Com uma organização impressionante e de forma pacífica os manifestantes defendiam o modelo tradicional de família. A união estável já é aceita na França, porém Hollande prometeu também o casamento. Em nota oficial o governo francês admitiu que a manifestação foi "consistente", mas disse que a marcha "não muda a vontade do governo de abrir um debate no Parlamento que permita a votação desta lei" (BBC), em uma demostração contrária ao diálogo público sobre o assunto. Ainda de acordo com a BBC 56% da população francesa seria a favor da liberação do casamento, mas 50% contrária a doação de crianças por parte deles. Com a opinião pública tão dividida não há como não pensar em um diálogo franco e aberto sobre o assunto com toda a sociedade civil.
          Curiosamente algo muito semelhante, não a passeata, mas a ação do governo, foi feita no Brasil só que para autorizar a união estável no país. Com a maioria da população contra a medida, o STF (Supremo Tribunal Federal) permitiu a união estável de gays no Brasil, algo que ao que parece não será tão simples na França.
         

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