sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O fantástico Brasil que só a Dilma conhece




Sempre que vejo a presidente Dilma falando sinto que moro em um país diferente daquele ao qual ela esta se referindo, e neste último depoimento sobre a redução das taxas de energia elétrica (23/01) isso me ficou evidente novamente. Logo no início de seu pronunciamento ela se vangloria de ser esta a primeira vez na história que ocorre um corte deste na tarifa de energia no país, parece um velho bordão, e ainda complementa não ser a primeira vez que seu governo trabalha para melhorar a vida do cidadão com medidas para aumentar empregos, baixar juros, reduzir impostos, facilitando empréstimos e aumentando o acesso aos pobres e a classe média à casa própria. Ainda em seu discurso, Dilma se orgulha da estrutura que o Brasil desenvolveu após o racionamento de 2004, Dilma exaltou a capacidade de produção de energia de nosso país e nossos recursos naturais variados para produzir energia, incluindo as fontes eólica e solar. Mesmo havendo tantas opções limpas o Brasil escolheu investir nas usinas termelétrica que além de possuir alto custo de produção é altamente poluente, nossas produções de energia eólica e solar são insignificantes, portanto simplesmente não compreendo qual o orgulho que a presidente ostenta.
Bom, primeiramente, é preciso lembrar que quando a presidente usa estes termos tem de se ter em mente o que ela quer dizer, o que nem sempre é aquilo que as palavras dizem. O corte na tarifa de energia elétrica realmente vai sair e os menos atentos irão comemorar. Não que eu seja contra a redução na tarifa, até porque é justo, o problema é que o governo dela parece um cobertor curto, cobre de um lado e descobre do outro. Não entendeu? Eu explico, este desconto na tarifa de energia será compensado por aumentos em outras áreas como combustíveis e alimentos, a gasolina terá aumento de 5% e só o trigo em 2012 sofreu um aumento de cerca de 20%, só estes dois itens já anulam o desconto para o contribuinte, e no caso das indústrias é muito parecido, já que em média o custo de produção industrial no Brasil sofreu aumento de cerca de 30%, bem próximos aos 32% do desconto na energia prometidos, gerando então uma política de maquiagem. Logo após o pronunciamento, Dilma foi questionada por uma repórter sobre o aumento na gasolina, a resposta dela foi que não falaria sobre aumento de gasolina, mas somente sobre redução na tarifa de energia elétrica. Começo a crer que ela tem a capacidade de criar mundos paralelos.
Não somente a capacidade de criá-los como a capacidade de viver neles, por exemplo, quando ela diz reduzir impostos ela se refere aos períodos de IPI reduzido para tentar aumentar o consumo e aquecer o comércio, sem tomar medidas eficazes que desonerem os produtos na fabricação, o que daria uma redução de impostos maior e fixa, não com prazo como o IPI. A estrutura que ela diz que o Brasil tem investido estaria ajudando muito os pobres nordestinos que sofrem com a seca se ela existisse, ou ainda as péssimas condições da saúde no país, o risco iminente de uma pane dos aeroportos na Copa e Olimpíadas, sem falar nas denúncias de super faturamento em obras e governos. Os péssimos dados obtidos na educação ultimamente e os maus resultados da economia deveria ao menos fazer cada brasileiro pensar de onde vem tanto otimismo da presidente.
Não é disfarçando problemas, ignorando as críticas e fugindo de explicações que o Brasil terá a tão aclamada melhoria que Dilma tanto repete aos quatro cantos do país, mas não demonstra buscar. O Brasil precisa de medidas enérgicas, sérias, fixas e rígidas e não de ações paliativas que apenas parece resolver o problema. Espero que logo Dilma saia de seu delírio e comece a olhar para a realidade do país, para assim poder tomar medidas que tragam melhorias reais à toda população.

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