sábado, 16 de fevereiro de 2013

Informação demais, conhecimento de menos




          Estamos imersos em uma enxurrada de informações que teriam a função de nos informar e nos ajudar a partir daí formar opiniões e tomar decisões sobre as questões que aparecem no dia a dia. Tomar conhecimento do que ocorre ao nosso redor e no mundo, dizem, seria capaz de nos capacitar a ter melhores condições de se posicionar diante do mundo. Porém não é bem isso que estamos vendo acontecer, vemos muita informação, porém pouco conhecimento sobre os assuntos que regem a vida em sociedade e que afetam as relações políticas, econômicas, sociais e culturais..
Pode parecer contraditório, mas não é. Informação não significa conhecimento. Atualmente as pessoas conhecem as últimas notícias e os últimos ocorridos, mesmo que sejam contraditórias, mas é difícil encontrar quem consiga fazer uma análise fria, ou que tente analisar as várias notícias sobre um determinado assunto. Com isso vemos a “massa” sendo jogada de uma lado para o outro com notícias muitas vezes contraditórias ou que nada explicam e geram mais dúvidas do que elucidam qualquer tentativa de entendimento.
Com a crescente procura das redes sociais, a situação parece se agravar ainda mais. As pessoas não lêem mais as notícias ou matérias. Nestas redes os internautas não atraídos por manchetes curtas ou resumos que buscam atrair a atenção do leitor, e quando conseguem geralmente a dificuldade de manter o leitor em sua página é conseguir passar as informações sem que o texto seja muito longo, para não cansar o leitor, isso porque enquanto ele lê aquele artigo ou matéria, várias outras são lançadas nas redes sociais. Generalização não é o caso, claro que existem aqueles que não se prendem nem se perdem neste mar de notícias e informações desencontradas e que conseguem ao menos montar um panorama e tentam analisar os diferentes pontos de vista para terem um posicionamento mais claro e próximo da realidade, mas lamento que este não seja o perfil da maioria.
Com isso a população fica cada vez mais vazia, no sentido literal, quando se diz respeito à capacidade opinativa e argumentativa. Mais suscetível a manipulações que modelem a grande “massa” de acordo com os interesses de quem controla a mídia. Isso afeta todas as áreas, criação de heróis, imagens públicas e situações. Isso faz com que o público sofra de uma amnésia que o impede de ligar os pontos.
É difícil ver alguma forma de tentar melhorar esta situação, com certeza passa por ações educacionais, culturais e políticas. Mas como fazer isso? Quem sabe? A mídia pode criar vilões e heróis, mas o leitor destas mídias tem a capacidade de acreditar nelas ou não. Mas para isso é preciso que tenha muito mais conhecimento que informações. E conhecimento não é uma coisa que se consiga da noite para o dia, muito menos no Facebook ou  no Twitter.

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