sábado, 16 de fevereiro de 2013

Marina lança sua "REDE"




Nas eleições presidenciais do ano que vem (2014) teremos mais uma opção de partido na disputa, é o que pretende Marina Silva, que faz hoje (16/02/2013) o lançamento de seu partido que tem o nome provisório de “REDE”. O novo partido deve possuir um estatuto curioso perto dos estatutos já existentes, Marina pretende limitar o teto das doações partidárias e limitar também o tempo de 16 anos de mandato a parlamentares de seu partido.

Marina que obteve cerca de 20 milhões de votos na última eleição presidencial precisa ainda colher 500 mil assinaturas em 9(nove) estados diferentes para fundar sua nova legenda e apresentar seu pedido de criação até setembro deste ano para participar das eleições de 2014 para a presidência e para o congresso.
O novo partido deve contar com nomes já conhecvidos da política nacional como Heloísa Helena, Alfredo Sirkis (PV), José Antônio Reguffe (PDT-DF), Walter Feldman (PSDB-SP), Alessandro Molon (PT-RJ), Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Domingos Dutra (PT-MA), Fábio Feldmann (PV) e Ricardo Young (PPS-SP). Outro nome cotado para fazer parte da nova legenda é o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), com sua situação muito desgastada dentro do PT ele recebeu convite de Marina para compor seu novo partido, porém o senador teria recusado por enquanto, pelo menos até o fim de seu mandato como senador que termina em 2014. Marina já contaria, aliás, com pelo menos 8 congressistas em sua nova legenda.
Marina não deve ter problemas para formar seu novo partido, ela que é uma pessoa que já tem seu eleitorado e terminou a ultima eleição fortalecida e perto de disputar o segundo turno. Fica a dúvida de como serão feitas as alianças do novo partido, já que Marina decidiu formar este partido para criar um diferente dos que existem que não aceitará doações de pessoas jurídicas e que 50% dos afiliados tenham o chamado “ativismo autoral”, ou seja, podem defender suas posições independentes da posição do partido. No papel é muito bonito, é preciso acompanhar para ver como irá se desenvolver este ideal na prática.
Este será mais um dentre os quase 30 partidos que o Brasil acumula, mais um entre uma multidão que se proclamam diferentes e éticos. Apesar de novo ele trás velhos políticos. Nas eleições de 2014 o Brasil deve ter mais de 30 legendas no pleito, e como o brasileiro saberá a diferença e as igualdades entre eles, ninguém sabe. 

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