quarta-feira, 6 de março de 2013

O fim da era Chávez



Após quase 15 anos no poder e vencido por um câncer, chega ao fim a era Chávez. Com uma espécie de socialismo pessoal, que ficou conhecido como bolivarianismo, que nem mesmo Chávez foi capaz de esclarecer do que se tratava ele deixa o país em uma situação econômica muito complicada e com grande parte da população dependendo das ajudas sociais do governo.

Conhecido por ser um populista, sua morte provocou diversos sentimentos entre os venezuelanos, entre aqueles que o amavam e votaram para que ele vencesse 4 eleições seguidas, o sentimento era de pesar e a promessa de que a revolução iniciada por ele continuaria, com a vida se necessário fosse. Porém, Chávez não recebia só afetos, logo após o pronunciamento oficial de sua morte em cadeia nacional feito pelo vice-presidente, Nicolas Maduro, era possível ouvir fogos de artifícios e buzinas em claro sinal de comemoração.
Apesar de o governo chavista defender que o povo esta do lado da “revolução” iniciada por Chávez, o principal nome da oposição, Capriles, quase venceu as últimas eleições no país, aliás, eleições estas que Chávez venceu, mas não tomou posse para o quinto mandato devido a doença.
Seu enterro está marcado para a próxima sexta-feira (06/03), e Chávez deve fazer falta para os governos de esquerda da América Latina. Deve ser sim, um duro golpe na esquerda América do sul, porém nada que a impeça de manter certa hegemonia, alguns especialistas acreditam que irá prevalecer algo mais próximo com o centro político.
O foco agora se volta para as eleições, que segundo a constituição venezuelana devem ocorrer dentro de 30 dias. O sucessor da política de Chávez será Nicolas Maduro, vice-presidente de Chávez e atual líder do país. Na oposição, Capriles é o principal nome para vencer as eleições e tirar a esquerda do país. Capriles é visto por especialistas políticos e econômicos como uma saída que traria um discurso mais lógico parta a política externa da Venezuela, embora algumas mudanças teriam que ser feitas aos poucos para evitar revoltas e não prejudicar a paz no país segundo a agência Reuters.
Capriles nunca escondeu que caso eleito mudaria a política econômica do país, que deixaria de “presentear” a ilha de Fidel com petróleo, que segundo ele 2/3 do petróleo que cuba importa é da Venezuela. Para o Brasil, não parece haver dúvidas que Capriles seria o melhor nome, embora o governo tenha um “carinho” pela política de Chávez. Parece não importar o que é melhor para o país, mas o que agrada ideológicamente o governo, e o nosso governo é de esquerda.

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