quarta-feira, 3 de abril de 2013

Onde ficam os direitos humanos no debate entre Marco Feliciano e as "minorias"?



Desde que foi eleito para presidir a comissão de direitos humanos, o pastor Marco Feliciano (PSC) não tem um dia de descanso das acusações de homofobia, racismo e etc. Iniciou-se então um embate entre os militantes gays e movimentos das minorias contra o grupo que procura manter Marco Feliciano a frente da comissão. Mas afinal de contas, algum destes dois grupos realmente está buscando defender os direitos humanos?

Há cerca e um mês eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados Federais, o Pastor da Assembleia de Deus Marco Feliciano tem recebido críticas duras diariamente de militantes de movimentos gay e outras minorias, as acusações são que suas opiniões são racistas, homofóbicas e odiosas. Por outro lado, se levantou entre os defensores de Marco Feliciano quase uma legião de representantes dos grupos chamados evangélicos. Curioso é porém, que ainda nenhum dos lados apresentaram propostas que possam realmente trazer algum beneficio no que tange os direitos humanos no país.
Parece que todo o debate tem muitos motivos e finalidades, mas os direitos humanos têm passado bem longe das discussões. Os acusadores do Pastor, encabeçados pelo deputado ex BBB Jean Wyllys, acusam o novo presidente da Comissão de racista e homofóbico pelas suas opiniões proferidas em redes sociais e em declarações. Ora, é curioso ver quem está acusando Marco Feliciano, principalmente alegando que ele não tem respeito pelas chamadas minorias. É curioso ver que os grupos acusadores de Marco Feliciano têm muitas das vezes passado dos limites em seus protestos, e não podem ser considerados os mais respeitosos na hora de emitir suas opiniões. Vide caso de protestos do grupo Femen e de algumas das declarações sobre os religiosos do próprio deputado Jean Wyllys (PSOL). O tom dos protestos e as declarações dos movimentos que são contra o Pastor a frente da Comissão possuem um tom opinativo tão forte quanto as dadas pelo pastor, algumas inclusive poderiam ser facilmente classificadas como ofensa religiosa, como por exemplo o caso da passeata gay utilizar imagens de Santos Católicos nus durante a parada gay de São Paulo, outras declarações aliás, demonstram que o que estes movimentos desejam de fato, não é uma melhor condição dos direitos humanos no país, mas sim a inversão de valores da sociedade ocidental, daí se compreende o porque da defesa dos “casamentos” homoafetivos, defesa do aborto e quase uma blindagem social aos grupos denominados por eles de minorias, não se vê nos discursos destes grupos uma discussão séria para se colocar estes grupos em situação de igualdade perante a todos os cidadãos, mas sim de superproteger estes grupos, sem lembrar que antes de fazer parte de tais grupos são todos seres humanos, portanto não deve haver privilégios na lei.
Integrante do grupo Femen protesntando contra Marco Feliciano

Quanto ao pastor Marco Feliciano, não há como não se impressionar com as declarações feitas por este senhor. Não irei aqui julgar suas opiniões, pois como vivemos em um país dito democrático, todos temos direito a ter e expressar nossas opiniões, porém alguém na posição deste senhor tem opiniões, digamos, incoerentes com a posição que ocupa. É no mínimo lamentável sua declaração sobre o continente africano, que disse "Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome... Etc". É triste ver alguém que se diz defender os valores cristãos ter tal opinião, ainda mais sobre o continente que foi o segundo a conhecer a fé cristã, e que no desenvolvimento e disseminação do cristianismo teve importante influencia com cristãos ilustres como Tertuliano, São Clemente de Alexandria, Orígenes, São Cipriano de Cartago, Santo Atanásio de Alexandria e Santo Agostinho de Hipona. Ainda mais dizer que o continente é um povo amaldiçoado por noé. Dentre outras declarações que expressão as deprimentes opiniões do pastor. Alguém do porte de sua posição deveria mostrar e praticar a caridade cristã, principalmente quando se trata de um povo tão flagelado e mal tratado quanto o do continente africano. Povo este que sofre até hoje interferências e descaso do resto do globo, portanto, a opinião de Marco Feliciano quanto ao assunto é no mínimo lamentável. Marco Feliciano chegou a presidência da Comissão por uma série de acordos políticos de líderes religiosos que em uma manobra elegeram o pastor para eleger a presidência.
As informações que chegam através da mídia mostram grupos mais preocupados em conseguir êxitos em seus próprios interesses que propriamente fazer uma defesa séria aos direitos humanos tão esquecidos neste país. A verdade é que o debate sobre os direitos humanos no Brasil esta em um nível tão deprimente, que ninguém parece perceber que nehuma das posições são realmente as mais indicadas para dirigir tal Comissão.

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