terça-feira, 30 de julho de 2013

A JMJ e o Papa deixam saudades no Rio





          A JMJ chegou ao fim, o Papa Francisco já voltou para o Vaticano, mas deixou saudades por todo o Brasil. O Papa voltou para Roma, os peregrinos começam a voltar para seus lugares de origem, mas deixam vários exemplos na cidade maravilhosa. Esta semana já entrou para a história do Rio de Janeiro e de todo o Brasil.
O fim da Jornada Mundial da Juventude teve início na noite do sábado (27/07/2013) com a chegada do Papa Francisco para realizar as orações da Vigília de preparação para a Missa de envio que seria celebrada pelo próprio Papa na manhã do dia seguinte. Até ali, o Rio já havia presenciado cenas que não esquecerá jamais. Desde a madrugada os cariocas assistiram uma peregrinação de milhões através da orla do Flamengo e Botafogo em direção a Copacabana, na manhã do sábado com chuva e frio e a tarde um calor muito forte sob o sol. O Papa chegou fez as orações do início da Vigília e se dirigiu para a residência de Sumaré, deixando em Copacabana milhões de pessoas.
A vigília em Copacabana
A vigília que antes estava marcada para o Campus Fidei, em Guaratiba, e foi transferido para Copacabana graças a uma total falta de compromisso com o governo em preparar o terreno cedido para um evento de tal porte. Aliás se teve uma coisa que esta JMJ faz foi mostrar as falhas e problemas dos serviços públicos no Rio de Janeiro que afetam os brasileiros de forma geral. Pelo lamaçal formado em Guaratiba e a vigília e a missa do Papa transferidos para Copacabana estes problemas ficaram ainda mais evidentes. Parecia que os governantes não tinham a real dimensão do tamanho do evento que eles tinham na cidade, a previsão inicial era de 1,5 milhões de pessoas, e mesmo antes do início da vigília o governo não sabia informar como seria a estrutura de banheiros e segurança para os eventos do fim de semana.
No sábado, o governo começou a perceber as dimensões do evento, a previsão a tarde já era de 2 milhões de pessoas e chegou a 3 milhões após a vigília. 3 milhões de pessoas começaram a buscar um local para passar a noite, em meio a dificuldades de organização de espaço, que não havia nenhum, tanto pela estrutura de banheiros químicos para os peregrinos, tudo deixou a desejar, mostrando escancaradamente a falta de suporte que os governos brasileiros proporcionam aos cidadãos. Mas não seria isso que atrapalhariam os peregrinos a cumprirem a programação da JMJ. Com calma as coisas foram se acertando, alguns incidentes como furtos de peregrinos foram inevitáveis pela quantidade de pessoas na orla de Copacabana onde alguns pouco era visível não estar ali pela proposta do evento, no mais as coisas foram se acertando, os peregrinos foram se recolhendo e a orla de Copacabana virou a cama de 3 milhões de pessoas que se dividiam entre a areia e as calçadas e ruas para aguardar o Papa para uma missa na manhã seguinte.
Durante a noite os peregrinos experimentaram aquilo que os moradores de rua de nossas cidades infelizmente já estão acostumado, o frio castigou a maioria dos peregrinos, poupando somente aqueles que vinham de terras mais frias, porém, o desconforto, a dificuldade em solucionar as necessidades básicas como ir ao banheiro aliado ao clima religioso permitiu aos peregrinos refletirem sobre as dificuldades de um morador de rua. Sentir na pele o quanto sofre aqueles que não tem um teto para dormir.
A missa de envio 
Pela manhã, o frio que castigou os peregrinos durante a madrugada foi se dissipando, e enquanto os peregrinos iam despertando mais pessoas chegam a Copacabana para a missa com o Papa Francisco. Os peregrinos buscavam lugares para sanar suas necessidades básicas fisiológicas que com a falta de banheiros químicos buscavam ajuda dos moradores de Copacabana e até mesmo alguns estabelecimentos comerciais, que cobravam, permitiram que o peregrinos utilizassem seus banheiros.
As 9h, faltando apenas 1 hora para o início da missa já estavam na orla de Copacabana cerca de 3,5 milhões de pessoas, a JMJ do Brasil só perdia em público para a Jornada Mundial da Juventude das Filipinas, onde cerca de 4 milhões de pessoas acompanharam a missa de envio em 1995 com o Papa João Paulo II. Mas aquele já era o maior público já visto em Copacabana em toda a história, era como se acontecesse ao mesmo tempo dois réveillons naquela praia. Como se não fosse suficiente, foi o maior público já registrado em um evento no Brasil, nenhum outro evento juntou tantas pessoas na história deste país.
O Papa Francisco chegou na orla de helicóptero e foi cumprimentando os peregrinos do forte de Copacabana até o Leme onde todos o aguardavam para a missa de envio. O cansaço dá lugar a euforia e alegria.
A despedida de Copacabana e o fim da JMJ
Apesar do grande número de pessoas, os moradores do bairro ficaram impressionados com a limpeza e a ordem vista durante o sábado e o domingo que fecharam a JMJ. Os peregrinos deram um exemplo de limpeza e organização em meio ao descaso dos governantes em jogá-los lá mesmo sem a estrutura adequada, 3,5 milhões de pessoas e nenhum problema grave registrado, nenhuma confusão, nada, absolutamente nada. 

            A questão econômica

      O que se viu desde antes do início da JMJ eram acusações vazias sobre o uso de dinheiro público na JMJ, nem mesmo após declarações do Prefeito da Cidade Eduardo Paes os críticos deram folga. No balanço total foi estimado que os governos tiveram um gasto total com a vinda do Papa de cerca de R$ 109 milhões, isso para proporcionar segurança, estrutura de saúde e apoio. Mas é preciso salientar que nenhum outro evento foi tão lucrativo quanto a JMJ, apesar dos R$ 109 milhões gastos pelo poder público com o evento, foi injetado na cidade R$ 1,8 Bilhão como pode ser confirmado clicando aqui. É portanto, no mínimo má fé falar contra os gastos do poder público neste evento, ainda mais que o poder público não precisou construir nenhuma arena super moderna, nem reformar toda a zona portuária para que seja realizado. O valor que foi injetado na economia da cidade durante a jornada foi 17 vezes o valor obtido com a Copa das Confederações, além de ter sido o evento em que houve a maior concentração de turistas na história. Não há, nem mesmo com as Olimpíadas expectativas de números tão bons. A JMJ só não foi o maior evento jamais realizado no Rio de Janeiro como não há evento capaz e superar, seja em injeção na economia seja na imagem. Aliás, a imagem do Rio ficou sim manchada pelos problemas de estrutura que o governo fez com que os peregrinos passassem no transporte, higiêne e outros. Mesmo assim o balanço foi positivo, e as belas imagens de Copacabana tomada por fiéis na missa de envio do Papa Francisco alavancaram a imagem turística do Rio para todo o Mundo.


Finalizando

         Este é um evento atípico, o público se comportou como nunca havia se visto antes. Pela grandiosidade impressionou pela simplicidade, seja do representante maior, o Papa Francisco, sejam dos fiéis que impressionaram a cidade com a ordem e o clima calmo mesmo com tantos problemas. este é um evento que deixa marcas profundas, é um evento que deve servir de lição.
           Que as Palavras de Francisco dirigidas ao poder público sejam ouvidas pelos governantes para que haja verdadeiramente uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos. O Papa ensinou nestes dias a importância das ações, é preciso agir, palavras vazias não ajudam a ninguém. 
            O Rio de Janeiro e o mundo, jamais esquecerão esta Jornada, é preciso que agora, nossos políticos e nós comecemos a agir como ensinou o Papa Francisco.

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