quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O naufrágio da cultura brasileira





Leitores, o seguinte artigo tem por finalidade complementar alguns artigos subsequentes, então não se incomodem com o uso de notícias e fatos passados.
Os últimos anos da nossa história apresentaram o espetáculo da demência intelectual brasileira. Digo “demência”, com todas as letras.

O Brasil caminha em decadência cultural há mais de um século, desde o golpe republicano, quando o “mecenas” Dom Pedro II deixou a cultura nacional à deriva em sua viagem sem volta para a França; mas desde a década de 1970 nossa cultura foi a pique. E ela nos apresenta apenas dois lados: um ruim e outro péssimo.
Vamos começar pelo lado bom (ruim): não há mais poesia, à exceção dos poetas de garagem, pseudo-poetas e proto-poetas das “Olimpíadas” de Língua Portuguesa das Escolas públicas e projetos do Banco Mercantil com escolas particulares. Também não há mais literatura, e o último representante desta casta, Ariano Suassuna, em breve será jogado de forma injusta e desonrosa na cova rasa do esquecimento, tão logo seu coração parar de bater.

A música erudita representa o limite entre o lado ruim e o péssimo. Primeiro, porque a profecia sobre a literatura já é fato consumado para a música. Villa Lobos, Barroso Neto, Camargo Guarnieri, José Siqueira  . . . esses compositores não deixaram herdeiros. Mas esse é só o lado ruim, pois não basta só matar a música, tem que urinar na lápide; refiro ao “patrimônio imaterial” denominado “funk”. É claro que só esse fato, apreciado por inúmeras “Reginas Cazés” por aí já é suficiente para ser o lado péssimo da coisa, mas acreditem: isso vai ainda mais longe.

Sabem daquela Lei de Murphy que diz “Sorria, amanhã será pior”? Pois é, o “amanhã” chegou.

O nosso ensino superior considera ‘ “Valesca Popozuda” e o “movimento” funk no estado do Rio de Janeiro ’ um tema digno de uma dissertação de mestrado. Sinceramente, isso é digno de uma dissertação no campo da patologia, porque isso é uma doença, só pode ser. E se o “amanhã” “que já chegou é esse colosso de insanidade, eu perco o sono só de imaginar o “depois de amanhã, ainda mais quando eu me lembro do comentário  de Gudin sobre a referida Lei de Murphy: Murphy era um otimista.

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