segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Marina se filia ao PSB para não ficar fora da festa em 2014




Restando um ano das eleições nós assistimos um troca-troca de partidos promovidos pelos parlamentares. Para completar o quadro confuso, há também a inclusão de 2 novos partidos, aliás que foram os principais motivadores das mudanças. Era para serem mais 3 partidos, mas Marina Silva não conseguiu registrar seu partido, a Rede e acabou por se filiar ao PSB de Eduardo Campos, e poderá ser vice de Eduardo nas próximas eleições como apostam muitos.


Já publicamos aqui, no texto A babel partidária brasileira, o quanto é confusa e mal organizada a questão partidária. E nesta semana que se encerrou, vimos que a coisa ao invés de melhorar segue na mesma, ou até piorou. Não é mais mistério ou segredo para ninguém que a questão da filiação partidária no Brasil se tornou apenas uma peça em um gigantesco xadrez que visa somente a chegada ao poder nas próximas eleições.


No Brasil ano que vem os eleitores terão que escolher candidatos entre 32 partidos, e para piorar não há como saber o que estes partidos defendem, quais são suas metas e seus ideais. Infelizmente será mais uma eleição onde a população votará ás escuras e sem opções.

Na última semana vimos cerca de 50 deputados federais e 2 senadores que mudaram de legenda. Só na Câmara dos deputados Federais foram 10% dos parlamentares que mudaram de partido. Para piorar a imagem que os partidos tem com a população, eles estão também apostando pesado nas celebridades para conseguir votos, mas não é para colocar novas pessoas na política, é para provocar o efeito trampolim que estes populares geram. Não entendeu? Continue lendo que eu explico.

No modelo republicano representativo brasileiro quando votamos em um candidato ao legislativo, o voto entra também para a legenda, e pelo coeficiente de votos, um partido pode conseguir mais cadeiras na câmara mesmo que tenha tido somente um ou dois candidatos com votação expressiva. É confuso, mas fácil de explicar, basta ver o caso de Tiririca para se entender. Nas últimas eleições à Câmara Federal o palhaço Tiririca obteve 1,3 milhão de votos e com isso carregou mais 3 candidatos de sua coligação. Ou seja, o importante não é o Tiririca em si, mas quem entrou na aba de seus votos. E o mesmo tende a acontecer ano que vem se a população não ficar atenta, os partidos já buscam celebridades para atrair votos e “carregar” mais vagas, o PTB por exemplo tenta convencer o apresentador Ratinho, o goleiro Rogério Ceni e a filha de Silvio Santos, Silvia Abravanel, mas tem mais, “Entre os recrutados estão o jogador de vôlei Giba (PSDB-SP), a socialite Narcisa Tamborindeguy (PSDB-RJ), o ex-BBB Kléber Bambam, o estilista Ronaldo Ésper e a musa dos caminhoneiros Sula Miranda - os três pelo PRB-SP, o pagodeiro Belo (PP-RJ), o cirurgião plástico das estrelas Dr. Rey (PSC-SP), o nadador Fernando Scherer (PSB-SP) e o cantor José Rico (PMDB-GO), que faz dupla sertaneja com Milionário.” (IG)

A REDE furou


O caso que mais chamou a atenção sem dúvidas foi o caso de Marina Silva. Após ficar em terceiro nas últimas eleições presidenciais e possuir um arcabouço de cerca de 20 milhões de votos ela decidiu fundar sua própria legenda e tudo ia bem até esbarrar no STE. A conhecida candidata não conseguiu as assinaturas necessárias para registrar seu partido, ao menos foi o que disse o tribunal.

Em contra partida o mesmo tribunal concedeu o registro a dois novos partidos que não possuem a expressão de Marina Silva e que antes mesmo de conseguir seus registros já vinham gerando polêmica.

A polêmica dos novos partidos ficou por conta do PROS – Partido Republicano da Ordem Social – que foi fundado pelo presidente da Força Sindical e ex afiliado do PDT Paulinho responde por denúncias de fraudes nas assinaturas para validar o registro do partido.

No fim vale o alerta da atual situação política brasileira que está inerte. Hoje a população sofre com uma terrível falta de opções quando chega o período das eleições que escolherão seus representantes. Para piorar somos obrigados a votar mesmo sem ver opções que atendam nossos anseios. Não é assim que se faz uma democracia. Com certeza nossa política está doente.

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