terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Como alimentamos nossos corruptos com pequenos atos



Vemos diariamente péssimos exemplos de uso de dinheiro público, falta de respeito e de civilidade nos mais altos escalões das esferas públicas e privadas. Muitos ficam estarrecidos com deputados, senadores, ministros e tantos outros grandes cargos que cometem atos covardes contra a população e ainda buscam passar como amigo do povo. A sensação de impunidade só aumenta e diminui nossa esperança de ver nosso país realmente ir para frente.

Mas o que poucas vezes percebemos é que tais atos grandes, grandes rombos na previdência, superfaturamentos em obras públicas, descaso com a população mais carente, podem não ser nada mais que reflexo de uma sociedade que se acostumou com o errado. Se acostumou a conseguir algumas coisas pelo jeitinho, uma autorização com um vereador, um amigo que o ajuda a ser encaixado no médico que é seu amigo, conseguir uma vaga na escola sem entrar na fila pois conhece alguém da direção, e assim por diante.

Muitas vezes inconscientemente alimentamos os mesmo comportamentos que condenamos quando assistimos nos jornais. O povo brasileiro é um povo forte, trabalhador e que não mede esforços para alcançar seus objetivos e este país só não parou ainda graças aos homens e mulheres de bem que levantam cedo todos os dias e trabalham duro para sustentarem esta grande nação. Mas precisamos nos livras de pequenos vícios que corroem nossa sociedade. 

Por isso, a partir de agora irei publicar pequenas histórias de pessoas comum, do dia-a-dia que mostra como os pequenos atos diários, pequenas falhas de caráter alimentam o deputado corrupto, permitem que o ministro que desviou verba saia impune e assim em diante. Mostrar que cada vez que não devolvemos o troco a mais, a cada vez que conseguimos uma vaga no médico sem entrar na fila, a cada vez que repetimos “mas todos fazem, assim” ou “isso é normal”, estamos alimentando os corruptos, desviadores de verbas, os estelionatos. Quando realizamos tais atos, não somos diferentes daquele que desvia dinheiro que deveria ser usado na saúde, na educação e que por causa dele muitos não terão oportunidades dignas.

Vamos nos escandalizar com os erros, com os maus exemplos e começar a partir de nós. Não tenho ainda um nome para esta coluna, mas estou aceitando sugestões. A primeira história será publicada ainda esta semana. Aguardo sugestões de nomes e até a nossa primeira história.

Um comentário:

  1. Uma coisa que tem a ver com o assunto é a meia entrada nos cinemas e espetáculos, dizer que é contra isso é pedir para ser taxado de inimigos dos estudantes e outras coisas mais. Mas a coisa mais banal que existe é a falsificação das carteiras de estudante e no final todos saem perdendo, quem organiza qualquer espetáculo aumenta o preço para todos como forma de se proteger do "jeitinho".

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