quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Médica cubana foge do programa "Mais Médicos" e pede asilo político ao Brasil


A médica cubana Ramona Matos Rodrigues dormiu na sala do gabinete do DEM Jorge William / Agência O Globo

 
As desconfianças com o programa do governo Federal “Mais Médicos” gerou polêmica desde seu anúncio por anunciar a contratação de milhares de médicos do exterior para suprir uma suposta falta de profissionais no país. Mas as críticas se concentraram especialmente sobre os médicos cubanos. Quando se começou anunciar que os problemas não tardariam a aparecer com estes profissionais, nem mesmo quem defendia tais ideias imaginaram que seria tão rápido. Menos de 6 meses depois da chegada dos primeiros médicos cubanos, uma médica abandona o programa e pede asilo político no Brasil. Será este só o começo.

Quando se anunciou o programa “Mais Médicos”, desde o início foi muito criticada a forma de contratação dos médicos cubanos e os motivos destes não receberem o mesmo valor pago aos outros médicos de outros países que participavam do programa, R$ 10 mil. 

Até então o governo brasileiro se defendia dizendo que os contratos seguiam a regulamentação da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), que é um órgão ligado à OMS (Organização Mundial de Saúde) da ONU. Apesar de ser um órgão que se alinha ideologicamente com grande parte dos governos da América do Sul, é uma organização respeitada. 

Mas não é bem assim. Uma médica cubana, chamada Ramona Matos Rodrígues de 51 anos de idade, abandonou seu posto que ocupava e pediu asilo político ao Brasil depois de descobrir que os médicos de outros países que vieram para atuar da mesma forma recebiam R$ 10 mil em suas contas pessoais. A cubana informou também que havia sido enganada quando assinou o contrato em Cuba.


"O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) provocou um alvoroço no plenário ontem ao apresentar a médica cubana. Com um contrato em mãos, o deputado disse ter a prova de que o convênio para a contratação dos médicos cubanos não foi firmado pelo governo brasileiro com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e sim com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos S.A."
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"Segundo Caiado, a médica recebia apenas US$ 400 (R$ 960) e o restante do dinheiro (US$ 600) do contrato era depositado numa conta cubana, à qual ela só teria acesso depois. Caiado disse que é um absurdo o governo pagar R$ 10 mil mensais pela médica e ela receber apenas US$ 1 mil (R$ 2.400)." (Fonte: O Globo)

 O caso reacende toda a questão do controverso programa "Mais Médicos" e a contratação dos médicos de Cuba. Após inaugurar o Porto de Mariel em Cuba com um custo de aproximadamente R$ 1 Bilhão, aumentam as suspeitas que o governo brasileiro esteja financiando a ditadura cubana também através do programa "Mais Médicos", se antes só haviam suspeitas, o contrato apresentado e que não foi apontado como falso pelo governo levantam outras questões.
Se o contrato é de R$10 mil, para onde vão os outros R$ 7.600 que não entram no contrato assinado entre a médica e a "Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Cubanos S. A."?
Qual o motivo do médico cubano receber apenas R$ 960,00 enquanto médicos de outros países recebem o valor total de R$ 10 mil?
E a maior questão de todas e talvez a mais importante. Se não haviam irregularidades nos contratos dos médicos cubanos, o que levou o governo brasileiro a mentir dizendo que a negociação era mediada com a Opas e omitir a "Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Cubanos S. A."?

Há ainda muitas outras questões a serem feitas e muito a ser explicado, mas parece que o castelo de cartas começa a ruir.

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