terça-feira, 4 de março de 2014

Nós paramos no carnaval, o mundo não


Tropas russas tomam posição na Criméia


De norte a sul do país a folia está em cada esquina, seja atrás de um trio elétrico, seja assistindo os desfiles das escolas de samba na Sapucaí ou pulando Frevo. O Brasil respira Carnaval, e a impressão é que o mundo também parou para a folia. Enquanto as agências de notícias pelo país estão em uma acirrada disputa para ver quem anuncia a melhor notícia do bloco, o noticiário político, econômico e internacional foi deixado de lado. Enquanto estamos na folia, o mundo esta tenso.

Ucrânia

Após a destituição do presidente Viktor Yanukovich, o que parecia caminhar para um desfecho pacífico vem tomando ares cada vez mais dramáticos e tensos na região da Criméia e do leste da Ucrânia. Tropas russas se acumulam nas fronteiras entre Ucrânia e Rússia e na região da Criméia o Parlamento local esta tomado por rebeldes que apóiam a aproximação da região com a Rússia, já que 60% da população tem origem russa e falam o idioma russo. Mas a população Tártara, que é o povo de origem da Criméria, já declarou que não irá se render aos russos. O povo Tártaro nutre rusgas com os russos desde a União Soviética, quando Stalin obrigou toda a população a abandonar a região por supostamente apoiar Hitler, e nesta operação cerca de um terço dos Tartaros sucumbiram. Esta população diz não aceitar a ocupação russa e promete lutar. Enquanto isso a Ucrania se arma esperando o pior. Diz não aceitar uma ocupação russa na Criméia e promete combate, o que pode gerar uma guerra generalizada no território ucraniano. O pior dos cenários é uma ocupação russa em toda Ucrânia e o avançar das tropas para o oeste, em direção à Europa. Enquanto isso, as potências ocidentais pisam em ovos e evitam endurecer o discurso com Moscou.

Venezuela

A onda de protestos está longe do fim no país. O país vizinho ao nosso segue em crise e com grandes manifestações contra o governo de Nicolas Maduro. Os números oficiais já apontam cerca de 20 mortos desde o início dos protestos estudantis em meados de fevereiro. Assusta no país a forma como o governo vem reprimindo as manifestações, usando munição real e segundo denúncias dos estudantes e da oposição de Maduro, o governo vem incentivando milícias a confrontar os manifestantes nas ruas. A capital, Caracas, viu neste domingo (02/03/2014), mais um grande protesto contra o governo de Maduro. A oposição pede que a OEA (Organização dos Estados Americanos) intervenha para garantir os direitos humanos no país. De forma lamentável, os governos sul-americanos evitam dar declarações sobre a situação na Venezuela, ou pior, como fez a presidente Dilma declara apoio ao governante chavista. Só que enquanto a população venezuelana se nega a festejar o carnaval em respeito aos mortos nos protestos, a presidente Dilma curte suas férias na Bahia.

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