sábado, 15 de novembro de 2014

Mais um 15 de novembro. Mas como comemorar um golpe contra o povo?


Chegamos a mais um 15 de novembro sem muitos motivos para comemoração. Um feriado que nasceu de um golpe de estado é hoje marcado por notícias tristes por todo o país e por manifestações em diversas capitais contra a presidente Dilma Rousseff, os escândalos da Petrobras e por uma auditoria das últimas eleições presidenciais.

A eleição ocorrida a duas semanas ecoa até os dias de hoje no país e promete ecoar ainda por um bom tempo. Os resultados da eleição não trouxeram as esperanças esperadas para um novo governo, ao contrário trouxeram dúvidas e incertezas sobre os próximos 4 anos. Nem mesmo é possível dizer a real situação do país atualmente graças a intervenção do governo em importantes órgãos de estatísticas e nas empresas estatais, gerando dados e relatórios duvidosos aos olhos de especialistas e do mercado.

Nas vésperas deste 15 de novembro, o país assistiu a mais um triste capítulo da operação lava-jato da Polícia Federal que trouxe a tona mais um terrível esquema de corrupção que recebeu o nome de Petrolão por ocorrer dentro da maior estatal brasileira e regada a dinheiro dos contribuintes.
Feriados nacionais como este deveriam ser um momento de orgulho e alegria por todo o país. Mas um feriado que nasce para comemorar um golpe militar que foi arquitetado por uma parcela da elite brasileira insatisfeita com a libertação dos escravos, por estarem afastados do poder e por acreditarem representar os ideais da revolução francesa.

Mais um 15 de novembro com ar de luto no país. Os sonhos revolucionários franceses se mostraram mera ilusão, os negros foram jogados para os morros na república enquanto a população assistia o que a elite republicana fazia com o país e destruía o prestígio conquistado durante o período Imperial.


Sempre que chego ao 15 de novembro e olho para o país eu me pergunto: Ok, mais um feriado, mas o que comemorar?

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