sexta-feira, 29 de julho de 2016

As polêmicas suítes de luxo do hospital municipal Miguel Couto

Parece que não serão todos no Rio de Janeiro que irão perceber que a saúde da cidade vive um verdadeiro caos. O MP está investigando uma ala construída no Hospital Municipal Miguel Couto que estava fechada. A ala conta com 8 consultórios, salão com 5 macas para atendimento, 3 suítes de luxo e até uma recepção independente. Tudo indica que a prefeitura já tinha sua ala de saúde “para inglês ver”.

Durante uma vistoria no Hospital municipal Miguel Couto o MP encontrou uma ala que classificou sendo de luxo e que permanecia fechada para atendimento ao público. A ala encontrada foi terminada de ser construída em maio e possui piso de granito, climatização, móveis novos (inclusive nas suítes) e TVs de LCD na recepção e nos quartos.


O MP investiga qual seria a utilização desta ala recém-construída e que permanece fechada à população da cidade, mas há a desconfiança que o local seria utilizada para atendimento de autoridades durante os Jogos Olímpicos que iniciam na próxima semana. A desconfiança se dá pelo fato das placas indicativas serem bilíngues e pelo local ser totalmente fora do padrão do resto do hospital destinado à população carioca.

O secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, admitiu que a nova ala do hospital foi construída para a Olimpíada, e disse também que a área segue o mesmo padrão de outras áreas novas construídas no município. A informação é contestada pelo MP que diz não ter encontrado áreas semelhantes em nenhum hospital público da cidade.

O MP quer que a Prefeitura do Rio abra a ala imediatamente para o atendimento da população. Mesmo o hospital sendo referência de atendimento durante os jogos na cidade, devido a crise na saúde que o estado e a cidade passa, não há porque aumentar a dificuldade de atendimento da população mantendo uma ala desta fechada exclusivamente para a Olimpíada.

Saúde para turista ver

O secretário municipal de saúde realmente precisa se explicar e explicar qual seria a intenção da prefeitura em construir esta nova área do hospital. Pois a princípio tudo leva a crer que o atendimento de quem precisasse de atendimento durante os jogos não seriam o mesmo para todos, e algumas perguntas precisam ser respondidas. Afinal para quem foi construído estes leitos? Qual seria o critério para ser atendido nesta nova área? Por que esta nova ala permanecia escondida do público se é um legado dos jogos?


Com toda a dificuldade que a população carioca vem encontrado para ser atendido nos hospitais e receber tratamento de saúde digno, esta notícia revolta. Mas as aparências necessitam ser mantidas e a prefeitura gostaria de passar a imagem de atendimento de primeiro mundo, mesmo que o resto da rede pública de saúde tenha água vazando do teto quando chove, falta de médicos, medicamentos, leitos e etc. O teatro está montado, só falta inaugurar.

Leia mais:



Nenhum comentário:

Postar um comentário