quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Sean Connery e a relação de James Bond e a guerra fria

 


O mundo se despediu de Sean Connery em 31 de outubro de 2020 quando faleceu dormindo aos 90 anos de idade. Sean Connery além de grande ator virou uma lenda do cinema ao dar vida a James Bond, o maior espião do cinema, e posicionar o Reino Unido no imaginário popular durante a guerra fria. Sean Connery antes da fama foi caminhoneiro, pedreiro, guarda-costas e modelo, inclusive chegou a disputar o prêmio Mr. Universo, representando a Escócia na estapa londrina em 1950 mas não venceu. Aos 32 anos de idade foi selecionado para viver o espião da obra de Sir Ian Fleming. Ele não foi a primeira opção mas não precisou de muito tempo para mostrar que não havia escolha melhor. Mas qual a sua relação com a guerra fria? Neste papel Sean Connery ganhou importância tanto para o cinema quanto para o Reino Unido como garoto propaganda de Sua Majestade. Todos nós quando ouvimos falar em guerra fria lembramos de EUA vs URSS ou capitalismo contra o comunismo, mas no cinema quando o assunto é espionagem, James Bond é unanime o maior de todos. Nem todos percebem mas James Bond é parte da propaganda britânica em meio a guerra fria. Enquanto eua se vangloriava de salvar o ocidente abertamente, James Bond salva o mundo sem que o mundo saiba, sempre a serviço de Sua Majestade. Podemos fazerm um paralelo com o superman que carrega as cores dos EUA e sempre salva o mundo de forma espetacular e aos olhos de todos, mostrando sua grandeza e poder enquanto James Bond é sutil, inteligente e discreto e quase sempre o mundo não sabe que foi salvo por ele. Não é coincidência que os vilões de OO7 sejam agentes russos, algum vilão bizarro contra o ocidente ou vindo do leste europeu. No primeiro filme, “007 contra o satânico Dr No” o programas de foguetes espaciais americanos são salvos pelo agentes de um cientista, no ano do lançamento deste filme, 1962 quase ocorreu um desastre nuclear entre EUA e URSS. James Bond sempre salva o mundo a serviço de Sua Majestade através do serviço secreto americano, era o Reino Unido marcando posição no imaginário popular através da sétima arte. James Bond virou um ícone e Sean Connery o original James Bond. Curioso inclusive é lembrar que Sean Connery é escocês e defendia abertamente a independência da Escócia do Reino Unido. Mas isso não impediu que Sua Majestade, Elisabeth II, o concedesse o título de Sir no ano 2000. Sir Sean Connery recebeu o título de sua Majestade pelos serviços prestados a sétima arte e ao Reino Unido. Grande ator, marcou história no cinema e através de suas interpretações de James Bond temos um documento sobre a guerra fria na arte.

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